Já reparou como algumas situações difíceis da vida costumam nos fazer buscar culpados? É quase automático: quando algo dá errado, a gente tende a apontar pra fora. Porque é assim que fomos ensinados, é assim que o sistema funciona. Foi o outro que não colaborou, foi o tempo que não ajudou, é o mundo que não entende…
Mas, e se a responsabilidade fosse minha?
Não no sentido de culpa, claro. Não é sobre carregar pesos que não são meus — é sobre reconhecer a força que tenho de transformar minha realidade. Porque quando me coloco no papel de vítima, eu não posso mudar nada, a vítima está sempre certa e fica esperando que algo venha de fora para consertar o que a incomoda (dentro). E a verdade é que ninguém pode fazer isso por mim.
Eu decidi ser autora da minha vida.
Foi assim que aprendi a olhar pras “coisas ruins” com outros olhos. Não, não é fácil. Não é imediato. Mas é possível. E quando a gente muda o olhar, a realidade também muda. As adversidades viram mestres. Os tropeços viram trilhas. E até aquilo que doeu começa a fazer sentido.
Hoje, quando algo me desafia, tento não reagir com queixa. Tento perguntar: o que isso quer me ensinar? Às vezes vem silêncio. Às vezes vem um estalo. Mas sempre vem crescimento.
Autorresponsabilidade é isso: é parar de correr atrás de culpados e começar a correr atrás de consciência. É se reconhecer como parte ativa da própria história. E isso, é libertador.
Desejo que você também se sinta autor dos seus dias. Que escreva seus capítulos com coragem, com verdade — e com muito amor por si mesmo. 🤎

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